
Esse ano tive pela primeira vez, a experiência de vestir o roupão de Papai Noel. Todo desconforto causado pelo imenso calor que fazia, foi compensado pelos olhares de encanto e admiração daquelas crianças que realmente acreditavam que estavam diante do bom velhinho. Eu não poderia desapontá-las. Respondi á diversas questões sobre onde eu morava,onde estariam as renas, se eu iria visitá-las na véspera de Natal, etc... Um dia antes, fiz uma pesquisa na internet sobre Papai Noel com o intuito de incorporar ainda mais o personagem e não fazer feio diante da molecada.
Mesmo depois de todos esses anos, a perda da inocência,de entender que tudo não passa de desculpas para alimentar um capitalismo sujo e selvagem e de tocar com a minha banda o clássico punk Papai Noel velho batuta dos Garotos Podres, eu me emocionei e lembrei da minha infância na época em que eu também acreditava nessas histórias. É como se a magia tivesse voltado naquele momento. Lembro-me que não fiquei tão arrasado quando descobri que tudo não passava de uma farsa. Mas como lidar essa situação com os nossos filhos e filhas? Tem um post muito interessante da minha amiga blogueira, mãe e roqueira, Joicy em seu maravilhoso blog Umas e Outras em que ela relata suas experiências natalinas com o seu filho. Muito bacana.
Todos esses acontecimentos motivaram ainda mais na apreciação do filme De Ilusão Também se Vive (1947), que é recomendadíssimo para assistir nessa época de fim de ano e que ainda mantém todo o seu frescor mesmo depois desses anos todos. Só não é melhor do que A Felicidade não se Compra do Frank Capra que na minha opinião continua sendo o grande clássico para se assistir no Natal e também Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho que eu sempre assistia na minha infância quando passava na TV.
Na história, um senhor barbudo chamado Kris Kringle (Edmund Gwenn) se apresenta como o verdadeiro Papai Noel e é contratado para trabalhar na Macy´s, uma famosa loja de brinquedos em Nova York e que promove eventos em época de Natal. Lá também trabalha Doris Walker (Maureen O'Hara) uma determinada funcionária que também contribuiu para a contratação de Kris. Ela é mãe de Susan Walker (Natalie Wood), uma menina que não acredita em Papai Noel. Com o passar do tempo, mesmo com o estrondoso sucesso do novo Papai Noel na loja, muios desconfiam que Kris é louco e a história vai acabar num tribunal onde Kris é auxiliado por Fred Gailey (John Payne) um advogado que é apaixonado por Doris. A principal missão de Kris na trama, é trazer de volta para a menina Susan a magia do Natal.
O elenco está afiadíssimo, onde encontramos uma Natalie Wood no início da sua carreira e Edmund Gwenn no papel do suposto Papai Noel que lhe garantiu um Oscar como ator coadjuvante. Todos muito bem conduzidos pelo diretor George Seaton que realizou uma obra encantadora e emocionante. Para assistir comendo uma deliciosa rabanada.
Esse deve ser o último post antes do top 20 de 2011, onde eu seleciono os 20 melhores filmes lançados no cinema aqui do Rio de Janeiro no ano que passou. Á todos um ano novo de muita paz, saúde e alegria. Ah... a nota do filme. Nota 8.