
Outro dia, levei um baita tombo a caminho do trabalho, que me deixou "de molho" alguns dias e com o pé direito imobilizado devido a uma torção. Nessa situação em casa e com a notícia do falecimento de Elisabeth Taylor, decidi homenagear a atriz assistindo um dos filmes mais marcantes da sua carreira: Assim Caminha a Humanidade (1956). E é claro que eu precisaria de todo um tempo disponível para apreciar um filme com mais de 3 horas de duração. Não que a duração seja um problema, ainda mais se tratando de um clássico como esse. É que ultimamente tenho encontrado dificuldades para assistir um longa de 8o minutos. Agora imagina encarar um com mais de 200 minutos? E tem mais, não curto ver o filme aos pedaços, pois isso acaba me tirando um pouco da história. E até o retorno, fico com aquela sensação de ter perdido algo bacana. Mas enfim, voltemos ao filme que é o mais importante.
O diretor George Stevens consegiu extrair bem a essência do livro de Edna Ferber para compor em deslumbrantes imagens a saga de três gerações de uma família cujo mentor, é um milionário rancheiro (interpretado de maneira inspirada por Rock Hudson).
Além da já citada Liz Taylor (com uma performance na medida interpretando Leslie, a esposa do rancheiro) temos também o brilhante James Dean em seu último trabalho. Dean nem chegou a ver o filme pronto, pois morreu logo ápós as filmagens em um acidente automobilístico. Foi a deixa para transformar o jovem ator em um dos maiores ícones do cinema.
A história começa leve mostrando a relação da família milionária com as pessoas ao redor, incluindo os seus empregados. Com o passar do tempo, essa estrutura familiar fica cada vez mais abalada, após testemunharmos intolerância, machismo, racismo e posteriormente a ganância desenfreada em primeiro plano que vai acirrar a rivalidade entre os personagens de Hudson e Dean.
Dennis Hopper marca presença interpretando um dos filhos do milionário. O filme ainda conta com a participação dos atores Carroll Baker, Sal Mineo e Rod Taylor, só para citar alguns.
Além das atuações extraordinárias do elenco, outro destaque importante é a primorosa fotografia de William C. Mellor que parecem pinturas.
Na minha opinião, algumas cenas serviram apenas para "encher linguiça" podendo o filme ser um pouco menor.
Uma das cenas mais memoráveis, é a de James Dean tomando um banho de petroleo e correndo todo sujo para contar a novidade ao seu patrão.
Um clássico típico do cinema americano que mostra a obsessão de algumas pessoas pela riqueza, aqui representada pelas terras e pelo petróleo. Nota 8.