
Já estamos em Junho e até o momento, não fui ao cinema assistir um lançamento sequer. A falta de tempo e dinheiro contribuíram para a minha ausência. Somente agora é que estou conseguindo assistir alguns filmes lançados esse ano que já chegaram às locadoras.
Com Cisne Negro (2010) dando sopa na prateleira, peguei para assistir essa maravilha dirigida pelo talentoso Darren Aronofsky. Ele que parece sempre levar os seus personagens ao extremo. Aqui não é diferente.
O foco é na personagem Nina (Natalie Portman), uma ótima e dedicada bailarina que se torna a favorita para encenar o papel principal (Cisne Branco e Negro) da peça O Lago dos Cisnes. O coreógrafo (Vincent Cassel) responsável pelo espetaculo acha que Nina é pefeita na composição do Cisne Branco, mas não tem a sensualidade e a malícia necessária para interpretar com pefeição o Cisne Negro, e com isso, ela corre o risco de perder a sua tão sonhada oportunidade. Essa busca pela perfeição da personagem acaba se tornando um tormento para Nina. Soma-se à isso toda a pressão do coreógrafo, problemas na relação com a mãe supeprotetora (Barbara Hershey)e a chegada de uma nova bailarina (Mila Kunis) que possuí todo talento para interpretar o Cisne Negro. Daí para frente meus amigos, é uma viagem aterradora na mente de Nina onde realidade e pesadelo se misturam. Assim como acontece com outros filmes do Aronofsky, é impossível sair indiferente após o seu desfecho.
Eu ficaria o dia inteiro para citar as inúmeras qualidades dessa magnífica obra. Natalie Portman mereceu todos os prêmios que ganhou. Ela foi tão fundo na composição da sua personagem que acabou tendo um relacionamento com seu verdadeiro coreógrafo durante os ensaios. Mila Kunis que interpreta a sua rival está belíssima em todos os sentidos. Ambas entregam uma cena para lá de excitante no meio do filme. Outra que arrebenta é a veterana atriz Barbara Hershey. Temos também uma rápida participação de Winona Ryder.
A fotografia de Matthew Libatique e a música de Clint Mansell são outro destaques que não passam despercebidos e ajudam a compor o clima pertubador do filme.
Adorei também as cenas com os espelhos que são colírios para os olhos.
Não fiquei tão desnorteado como no final de Requiem para um Sonho, mas é impossível sair imune à dor de Nina.
Uma obra inesquecível e um forte candidato para entrar na lista de melhores do ano. Nota 9