segunda-feira, 6 de maio de 2013

Para Maiores (Movie 43)
















Caros leitores. Eis aqui um exemplar que é completamente o oposto do filme citado no post anterior. Enquanto o outro é comportadinho demais, esse transborda o politicamente incorreto. Portanto, quem não curte piadas de humor negro, escatologia e sacanagem, fujam desse filme.

Para Maiores (2013) é uma comédia em esquetes com uma história que liga todas as outras. Cada uma conduzida por um diretor. Entre eles: Peter Farrely (ele tinha que estar nessa), Brett Ratner,Elizabeth Banks,Steven Brill,Griffin Dunne, entre outros...

Muitos devem se perguntar no decorrer da sessão, o que exatamente foi feito para aquele bando de atores consagrados terem aceitado participar de um espetáculo nonsense como aquele?  Estão lá ninguém mais ninguém menos que: Hugh Jackman, Emma Stone, Kate Winslet, Naomi Watts,Richard Gere,Halle Berry,Chloë Grace Moretz,Gerard Butler,Anna Faris, Elizabeth Banks,Justin Long e muito mais...

A história que é a espinha dorsal do filme, apresenta dois típicos nerds  tentando encontrar um filme misterioso chamado movie 43 . Durante a busca, eles entram em contato com diversos vídeos que são exatamente as histórias que compõem todo o filme. Daí pra frente meus amigos e amigas é um festival de bizarrices. Exemplos? Que tal ver o personagem de Hugh Jackman com testículos no pescoço, mergulhando-os acidentalmente em um prato de sopa num chique restaurante? Ou  a personagem de Anna Ferris pedindo para seu amado cagar em cima de seu corpitcho? Ah e tem também um triângulo amoroso envolvendo um gatinho em desenho animado muito do sacana.

O grande problema é que algumas histórias são melhores que outras e isso demonstra uma certa irregularidade da obra no final das contas. Lembrei exatamente do filme Amazonas na Lua que sofre com a mesma situação. Acho que uma exceção é Paris, Te Amo.

Alguns eu simplesmente não gostei, como o segmento dos super heróis e o que tem o Richard Gere.

Estava lendo no blog do Ailton (Diário de um Cinéfilo), que vários atores não compareceram na pré - estréia do filme. Porque será hein?  Li também em outro site que o George Clooney desistiu de participar dessa bagunça.

No final, vale a pena se divertir com o filme. É só não levar a sério e perceber até mesmo algumas críticas no meio de tanta piada suja e idiota. Nota 5. 

domingo, 5 de maio de 2013

Quatro Amigas e um Jeans Viajante (The Sisterhood of the Traveling Pants)


















Já tem um tempinho que assisti esse filme com a minha esposa e portanto, vou postar o que restou na minha memória.

Quatro Amigas e um Jeans Viajante (2005) é basicamente um filme sobre a amizade e o amadurecimento na fase da adolescência. Um tema explorado de diversas formas no cinema e em outras artes também. O grande problema do filme na minha opinião reside justamente na forma muito convencional em que a trama é conduzida. Achei que o diretor Ken Kwapis (que também dirigiu Ele Não Está tão a Fim de Você) poderia ter ousado um pouco mais ao apresentar os problemas ocorridos com cada uma de suas personagens. Acho mesmo que a intenção era agradar um público adolescente específico. No entanto a obra também tem lá suas qualidades.

As quatro amigas do título são: Tibby (Amber Tamblyn), Lena (Alexis Bledel da série Gilmore Grils),Bridget (Blake Lively) e Carmen (America Ferrera da série Ugly Betty). Todas se conhecem desde crianças e se tornaram inseparáveis amigas. Chega um certo momento da trama em que cada uma vai seguir um caminho diferente. Nesse momento vocês devem estar se perguntando: Onde entra o famoso jeans do título?  Em uma loja de roupas, onde todas experimentam a mesma calça e ... voilá... ela cabe direitinho em todas, mesmo cada uma tendo um corpitcho diferente da outra. Com isso o jeans se transforma em uma espécie de símbolo daquela união e mesmo com a distância, elas determinam que cada uma irá ficar com a calça por um determinado período e posteriormente passar para a outra. No decorrer da trama elas enfrentarão problemas amorosos, familiares e dificuldades em lidar com o passado.

A personagem que mais me identifiquei foi com a de Amber Tamblyn (me lembrei dela em O Chamado), que trabalha em uma locadora e sonha ser cineasta. Nenhuma se destaca mais que a outra e isso é um ponto positivo do filme. A fotografia é belíssima, principalmente nas cenas filmadas na Grécia onde Lena passa um bom tempo.

Um pequeno entretenimento com uma mensagem bonita sobre amizade. Nota 5.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Killer Joe - Matador de Aluguel (Killer Joe)














Se você conidera sua família problemática ou conhece alguma que prefere manter certa distância para não se sujar com a merda no ventilador, precisa assistir Killer Joe - Matador de Aluguel (2011). Talvez sua opinião até mude, já que o filme apresenta uma família completamente decadente e fora dos padrões do "american way of life". Aqui não existe a mínima possibilidade de torcer para um ou outro personagem, pois todos são filhos da puta ao extremo e agem como se não estivessem fazendo nada de errado. Apesar disso tudo, o grande mérito desse filme dirigido por William Friedkin (diretor de O Exorcista e Operação França) é conseguir manter uma tensão na maior parte do tempo e nos deixar de olhos bem abertos ansiosos por descobrir até onde aquela história vai nos levar.

O filme logo de cara nos brinda com os pelos pubianos de Sharla (Gina Gershon) ao abrir a porta para Chris (Emile Hirsch), filho do seu marido (Thomas Haden Church). Chris que é um jovem traficante, está desesperado atrás de dinheiro, pois seu estoque de drogas simplesmente desapareceu, e necessita pagar o quanto antes, senão será assassinado. Juntamente com seu pai, planeja meter a mão no dinheiro de uma maneira nada fofa: matar a própia mãe para obter a grana do seguro. Aí é que entra o tal Joe (Matthew McConaughey) do título. Um assassino profissional que é contratado pela família para executar esse serviço. Só que ninguém tem como pagar adiantado. Qual foi a solução encontrada por eles? Oferecer Dottie (Juno Temple) a irmã mais nova de Chris, para fazer sexo com o matador como garantia até que eles encontrem o dinheiro.

Até então, já estamos mergulhados na sujeira que é aquele grugo de pessoas e a impressão que fica o tempo inteiro é que uma hora a merda vai explodir para todos os lados. E é exatamente o que acontece lá pelo final do filme com cenas violentas e repulsivas.

Gostei bastante, mas confesso que esperava mais um pouco. Li muitas críticas antes de assistir e isso talvez tenha prejudicado a apreciação.

Muitos reclamam sobre a violência e a nudez gratuita do filme. Na minha opinião, tudo foi compatível com as características daqueles personagens, que por sinal, foram muito bem apresentados.

Destaques para todos os atores em cena. Simplesmente dão um show.

Após a sessão, quero ver quem tem coragem de dar um pulinho no KFC. Nota 8.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

007 Contra o Satânico Dr. No (Dr. No)














Não... não é piada de primeiro de abril. Vou logo avisando.
Sabe daquele filme que todos os seres voadores e rastejantes desse planeta já assistiram, menos você? Pois é meus fofos e tolerantes leitores. Comigo aconteceu de nunca ter visto um 007 sequer em toda minha insignificante vida. Dos filmes do agente secreto, só tinha visto alguns trechos que passavam na sessão da tarde há muito tempo. Portanto, amigos acreditem: assisti um filme inteirinho do maior "canalha" da história do cinema. Digo "canalha", pois só nesse filme ele saiu com três mulheres.

Decidi começar pelo primeiro da série criada por Ian Fleming. 007 Contra o Satânico Dr. No (1962) já conquista a gente logo nos créditos iniciais, cheio de cores e a música tema que todos conhecem.

Na trama, James Bond (Sean Connery), é convocado para investigar o sumiço de um agente britânico. Essa missão vai levá-lo até uma misteriosa ilha controlada pelo Dr. No (Joseph Wiseman), um cientista com planos de interferir no lançamento dos foguetes americanos.

Como já havia dito, o cara seduziu três moças logo de cara. No entanto, a que levou fama de primeira Bond Girl foi Ursula Andress, por ter interpretado a mocinha que ajuda nosso herói e é claro pela beleza da atriz.

Uma pena o filme não ter me seduzido por completo. Não que seja ruim, mas de fato não me divertiu e isso é um problema em se tratando de um filme de ação. O que dizer de Sean Connery? Difícil imaginar outro 007 igual. Tive lendo em outros sites que a primeira opção era Roger Moore, que por sua vez não pode participar devido á outros compromissos. Ian Flemming queria incialmente que o Dr. No fosse interpretado pelo seu sobrinho Christopher Lee.

O diretor Terence Young também dirigiu outros filmes da série que pretendo ver em breve.

Um filme bacana, mas que ficou aquém das minhas expectativas. Nota 7.

segunda-feira, 25 de março de 2013

O Mestre (The Master)













Já tem um tempinho que assisti O Mestre (2012), o mais recente filme do grande diretor Paul Thomas Anderson (ou PTA para os íntimos). Vou tentar transmitir um pouco da sensação que a obra provocou em mim.

Gosto demais dos trabalhos anteriores do PTA, e minhas expectativas que estavam nas alturas foram correspondidas. Não que o filme seja perfeito, mas chega bem próximo disso. A fotografia composta por Mihai Milaimare Jr. casa perfeitamente com a trilha realizada por Jonny Greenwood (guitarrista do Radiohead) que por sua vez pontua perfeitamente o roteiro escrito pelo própio diretor.

Na história, Fredd Quell (Joaquin Phoenix) é um marinheiro tentando catar os caquinhos da sua vida após a guerra. Desesperado e com sérios problemas com o álcool, ele conhece de uma forma inesperada, Lancaster Dodd (Phillip Seymour Hoffman), um líder de uma seita conhecida como A Causa e que enxerga em Freddie, um sujeito que pode comprovar a relevância da sua organização. Para isso Fredd terá que passar por diversos procedimentos realizados por Lancaster até chegar em um nível de auto - controle.

A interpretação desses dois atores é um show à parte. Os melhores momentos do filme são quando esses dois "monstros" estão juntos. Amy Adams, que interpreta a esposa de Lancaster também está muito bem, mas fica ofuscada diante do trabalho dos outros dois.

O filme em certos momentos apresenta um embate entre a moral e a natureza descontrolada do ser humano e que nos leva a cair em contradições em certos momentos da vida.

O Mestre ao meu ver, merecia estar entre os indicados a melhor filme do Oscar. Um dos melhores filmes do ano até o momento. Nota 9.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Bárbara (Barbara)
















Bárbara (2012) é um filme que prende sua atenção do início ao fim. Ao mesmo tempo, apresenta uma narrativa fria que não entrega quase nada sobre o passado da protagonista. Acredito que essa opção do diretor Christian Petzold foi proposital para tornar tudo meio misterioso.

Sabemos logo de cara, que Bárbara é médica e foi transferida para um hospital de uma cidade na Alemanha Oriental, (a trama se passa antes da queda do muro) e que sua relação com outras pessoas é extremamente distante. Com o passar do tempo, descobrimos um pouco mais sobre a moça e suas motivações. Sua intenção é fugir para o lado ocidental do país com a ajuda do seu namorado que mora do outro lado do muro. Só que seu plano pode ir por água abaixo, pois está sendo vigiada o tempo quase inteiro por agentes do governo. Tudo isso nos faz imaginar que Bárbara é provavelmente alguma rebelde que não concorda com o sistema governamental de seu país e por isso, foi transferida para outra cidade. Aos poucos, ela cria uma relação mais estreita com André (Ronald Zehrfeld) um médico dedicado e atencioso com seus pacientes e que tem grande importância na trama.

Gostei demais da fotografia do filme e principalmente da atuação de Nina Hoss imersa em sua personagem sofrida e desiludida com as condições da sua pátria.

Uma agradável surpresa do cinema alemão que ao meu ver deveria estar entre os indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Eu e minha mãe saímos muito satisfeitos com o resultado da obra que lá pelo seu final, apresenta um pingo de luz no meio da escuridão. Nota 8.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Amor (Amour)















Domingo chuvoso com muita gente acompanhando os blocos de carnaval que inundam toda a cidade nessa época de folia. Era o meu dia de folga e aproveitei para dar uma escapadinha no cinema para assistir ao vencedor da Palma de Ouro em Cannes do ano passado. Me sentei em uma poltrona da primeira fileira e me senti igual aos personagens de Os Sonhadores do Bertolucci, recebendo a imagem antes do restante da platéia. Amor (2012) de Michael Haneke pode ser frio, lento e cru, mas me agradou imensamente e suas imagens não saem da minha cabeça. Logo no início, já me conquistou apresentando a imagem da platéia em um teatro. A impressão que fica, é que nós estamos sendo observados por essa platéia.

Há momentos sublimes envolvendo o casal Anne (Emmanuelle Riva) e Georges (Jean-Louis Trintignant) e outros mais difíceis envolvendo a doença de Anne e todo seu sofrimento. Haneke não força a barra para o drama fácil e nos apresenta a situação como ela realmente é.

Como já disse, a história foca na relação desse casal octogenário que demonstram muita força mediante todas as complicações que surgem com o avanço da doença de Anne e o esforço de Georges para cuidar da esposa que ama.. Não vou falar muita coisa para não estragar a apreciação dos leitores desse blog. Achei o desfecho bem a cara do cinema de Haneke.

Os atores estão muito bem. Tanto Emmanuelle Riva (que também atuou em Hiroshima mon amour) quanto Jean-Louis Trintignant merecem prêmios por toda a entrega. Outra que tem uma participação rápida mas importante é Isabelle Huppert interpretando Eva, a filha do casal.

Adoro os filmes com poucos cenários. Aqui a história se passa quase toda dentro do apartamento do casal.

Envelhecer não é fácil e Haneke simplesmente esfrega isso na nossa cara. É preciso muita força e... amor. Nota 9.