
Eis mais uma obra encantadora que eu tive o previlégio de rever hoje. O Circo (1928) mantém toda a sua graça e confirma toda a genilidade de Charles Chaplin que além de diretor, é produtor,roteirista,ator e compositor.
A primeira vez que assisti essa obra foi quando aluguei em VHS na saudosa locadora Sétima Arte de Bonsucesso onde conheci o meu amigo Marcelo (olha ele aí de novo) do blog um ano em 365 filmes que trabalhou um tempo por lá. E mesmo depois de tanto tempo a maravilhosa sensação de assistir essa obra permanece intacta.
Mesmo não sendo tão aclamado quanto outros filmes do diretor, O Circo está entre os meus favoritos. Como não se encantar com cenas do personagem vagabundo (Charles Chaplin) fugindo da mula? Ou aquela em que ele se atrapalha todo tentndo ajudar o mágico? Tem a cena da corda bamba e a interação com os macacos... enfim são muitas imagens marcantes.
Mas claro que o filme não é só comédia. Como toda obra de Chaplin, a história também tem uma carga emocional muito forte, e isso é bem representado na forma como os funcionários do circo são tratados e na relação do vagabundo com uma funcionária (Merna Kennedy) que é filha do dono do circo.
Na trama, o vagabundo é perseguido pela polícia após ser confundido com um assaltante de carteiras (Steve Murphy) e acaba por entrar em pleno espetáculo de um circo onde vira a grande atração. É imediatamente contratado para trabalhar no local e lá se apaixona pela filha do autoritário dono (Al Ernest Garcia). Daí pra frente dá-lhe confusão e trapalhadas.
É impressionante como Chaplin consegue ir do riso ás lágrimas com uma equalização perfeita e sem perder o ritmo da trama. Seus filmes tem alegrias e tristezas, assim como a vida de todos nós.
Uma das grandes obras desse fantástico realizador. Nota 10.





